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NOTÍCIAS Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2023, 19:15 - A | A

ENTREVISTA

“Movimentos sindicais serão fortalecidos”, afirma vice-presidente da CSB

Segundo ele, nos últimos Governos, houve uma desvalorização do movimento sindical

Assessoria Sindojus/MT

Reprodução

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vice-presidente nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CBS), Oficial de Justiça João Batista Fernandes

O vice-presidente nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CBS), Oficial de Justiça João Batista Fernandes, em entrevista a assessoria do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Mato Grosso (Sindojus), ressaltou que trabalha para fortalecer os movimentos sindicais nessa nova gestão presidencial.

João Batista, que participou nessa quarta-feira (18.01) de uma reunião com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, ressaltou que na oportunidade foram traçadas diretrizes para discutir um novo modelo de sindicalismo no Brasil. O evento reuniu representantes de centrais sindicais de todo país, tendo o intuito de tratar de assuntos inerentes às Confederações, Centrais, Federações e demais entidades dos trabalhadores.

Segundo ele, nos últimos Governos, houve uma desvalorização do movimento sindical, ou seja, dos Sindicatos, e, por conseguinte, das federações, das centrais e das confederações. “Foi um processo de desmonte, por assim dizer, de desarranjo, essa é a palavra, do que estava sendo organizado nos últimos Governos anteriores no sentido de fortalecer os sindicatos e as entidades representativas dos trabalhadores. Esse encontro em Brasília, o que a gente viu efetivamente é que será revisto esse tema pelo Governo Lula. Claramente existe o processo de fortalecimento dos Sindicatos, até para haver uma negociação mais abrangente entre patrões e empregados e obviamente para discutir uma sociedade mais evoluída, mais justa e igualitária, precisa que haja Sindicatos representativos das categorias, para poder discutir com os dirigentes, com os presidentes de entidades, com os empresários, melhores condições de trabalho”, explicou.

Conforme ele, no atual Governo, os Sindicatos terão uma maior abertura. “O entendimento e aquilo que a gente busca, é realmente fortalecer os Sindicatos como entidades representativas dos trabalhadores das categorias. Então, aqui no nosso caso, particularmente, quanto aos Oficiais de Justiça, o que a gente buscará é um fortalecimento da nossa Federação, do Fesojus, da que é uma entidade nacional dos Oficiais de Justiça e fortalecer os Sindicatos de uma forma geral, na base, para que os próprios Sindicatos tenham condições efetivas e valorização para discutir com os Presidentes dos Tribunais as questões da categoria, fortalecendo, por conseguinte, a própria categoria, e fortalecendo também a sociedade”, enfatizou.

João Batista elogiou a gestão do Sindojus/MT, e parabenizou pela representatividade no Estado. “Em Mato Grosso o Sindojus sempre foi muito atuante. Permanece atuante. Esse ano inclusive como um exemplo para o Brasil. O Sindojus/MT, na pessoa do seu presidente Jaime Osmar Rodrigues, do Paulinho, e de todos aqueles que compõem o Sindicato, tem realmente sido um Sindicato ativo e tem levado as demandas para a Presidência do Tribunal, bem como, mostrado a realidade da necessidade para podermos caminhar juntos”, disse.

Ao final, João destaca: “Então, o que nós representamos? Nós representamos o Poder Judiciário em campo e é necessário que tenhamos um Sindicato forte para levar essas questões ao Tribunal de Justiça, para que eles vejam que não existe Poder Judiciário forte, não existe uma sociedade forte, sem um Poder Judiciário livre e uma categoria de oficial atuante. Por que não adianta você cumprir lá quinhentos mil mandados sem ter condição de cumprir e aí e aí ficar volumando o processo e sofre quem? Sofre o menor. Sofre o mais pobre, sofre o menos favorecido. E o que a gente viu nessa reunião em Brasília, junto com essa audiência com o presidente Lula, é que realmente o nosso objetivo é fazermos esse desfortalecimento, para haver um diálogo aberto. Ninguém está aqui falando de forma alguma, nem se falou, de que haverá aquela coisa de querer impor a alguém alguma coisa, mas é preciso que haja legitimidade dos Sindicatos para levar as demandas e fortalecer a categoria e dar condição e qualidade de vida para todo mundo, é isso que a gente espera fortalecer”.

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